quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Batalha em novas frentes
Em um mundo que encara a guerra como um passatempo (vide os adorados filmes e jogos de videogame do gênero), ou como uma realidade muito, muito distante, é assustador notar que ela está bem ali, a um pulo do Brasil, do outro lado do oceano Atlântico. Na verdade, não é surpresa que a África é um continente sempre marcado por guerras. Todos sabem que as disputas por riquezas ou territórios devastam a planície africana há mais tempo do que podemos lembrar, mas essa sempre foi uma história que permanecia não contada.
O livro Muito Longe de Casa: Memórias de um Menino-Soldado, escrito por Ishmael Beah, conta esta história em vívidos detalhes. Em alguns momentos, mais detalhes do que podemos suportar. Vale ressaltar que este é um livro autobiográfico e não um livro-reportagem, pois toda a história é contada pelo próprio Ishmael, de seu ponto de vista, e relata fatos ocorridos com ele durante sua adolescência em Serra Leoa. E é necessário dizer: esse livro é simplesmente brilhante.
A história começa com o autor-protagonista aos 12 anos, indo viajar com o irmão e alguns amigos para se apresentar em um show de talentos. Fascinado pelo estilo hip hop americano, os garotos se aventuravam a cantar rap em inglês em concursos e festivais. Estavam em uma dessas viagens quando descobrem que seu vilarejo foi invadido pelos rebeldes. O ano era 1991. Sem poder voltar para casa, começa a buscar a sua família e a de seus companheiros, sem sucesso, viajando incansavelmente e passando por uma quantidade sem fim de dificuldades na estrada.
Em uma terra assolada pela guerra civil e em que jovens rapazes lutam tanto pelo exército quanto pelos rebeldes, alguns adolescentes viajando sozinhos não conseguem evitar a desconfiança que surge por parte da população. É inevitável ser perseguido ou expulso de vilas que surgem pelo caminho, sempre se escondendo da sombra criada pela RUF (Revolutionary United Front, ou Frente Unida Revolucionária). Esta organização é conhecida tanto por sua violência, que não diferencia soldados de civis, quanto por recrutar jovens garotos para marcá-los com fogo e obrigá-los a integrar suas fileiras de combatentes.
Após se perder do irmão e dos amigos, o autor fica perdido na floresta por semanas antes de encontrar um novo grupo de jovens e se juntar a eles. E então, aos 13 anos, Ishmael é recrutado para fazer parte do exército de Serra Leoa. Por uma questão de sobrevivência acaba indo para a linha de frente, onde chegou a cargo de subtenente e ganhou o apelido de Cobra Verde devido a suas qualidades como soldado - se disfarçar e passar despercebido na selva e por, no caso de ser subestimado, ser letal. Permaneceu no exército até meados de 1996, quando foi retirado de suas funções militares por uma coalizão da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com ONGs, que objetivava afastar meninos-soldados do front.
Nos meses em que passa se reabilitando e tentando voltar a se acostumar à vida em sociedade, Ishmael também tem de enfrentar a abstinência das drogas a que se viciou no seu tempo no exército: maconha, brow-brow (uma mistura de cocaína com pólvora) e anfetaminas que forneciam energia durante o combate. Nessa fase de sua vida, a música volta a exercer imensa influência em sua recuperação, em especial o reggae de Bob Marley.
Após golpe de Estado que depôs o governo legalmente eleito, Ishmael fugiu de Serra Leoa, sendo adotado por Laura Simms que conheceu quando freqüentou o evento chamado Escola Nacional das Nações Unidas para discutir como acabar com a participação infanto-juvenil nas guerras. Hoje, Beah é formado em Ciência Política pela Oberlin College e atua em prol do fim dos meninos-soldados da África e do mundo. Abandonou os campos de batalha e a violência, mas nunca se esqueceu daqueles que lutaram ao seu lado. Agora luta por eles, em uma outra frente de batalha, para mostrar ao mundo tudo o que viveu, objetivando que outra não tenham de passar pelo inferno que ele próprio vivenciou.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Heróis sem nomes e sem rostos
Como já disse anteriormente (aqui), tenho o maior respeito por agentes de inteligência, também conhecidos como espiões. Este é um ramo extremamente arriscado, que quase sempre cobra um alto preço em troca dos resultados obtidos, resultados estes que quase sempre significam a diferença entre a vida e a morte de dezenas ou centenas de civis inocentes. Neste caso novamente, venho provar que minha opinião tão positiva a favor dos agentes da inteligência militar se mostra correta: o livro da vez é o livro-reportagem Os Últimos Soldados da Guerra Fria, escrito pelo renomado jornalista Fernando Morais.
Embasado por 38 entrevistas feitas entre Cuba, Estados Unidos e México entre os anos de 2008 e 2011, o romance de não-ficção conta a história real, e recente, de uma rede de espiões cubanos agindo em Miami, infiltrados em organizações extremistas de direita que causavam atentados terroristas de grande porte e repercussão em território cubano. O objetivo destes extremistas antirrevolucionários era acabar com o regime de Fidel Castro por meio do corte de recursos proporcionado pela atividade turística, que é claramente o que sustenta a ilha, então seus alvos eram especificamente as áreas turísticas e hotéis espalhados por todo o paraíso turístico.
A Rede Vespa, como foi apelidada pelo Departamento de Segurança do Estado (DSE) cubano – a CIA de Fidel Castro -, chegou a contar com 14 agentes agindo sob disfarce em território norte-americano. Os relatórios enviados pelos agentes à Vila Marista – cidade onde se encontra a sede da agência cubana, e que por isso se tornou sinônimo da agência, tal qual Langley para a CIA – ajudaram as autoridades castristas a frustrarem inúmeros atentados à hotéis e pontos turísticos na ilha e poupando inúmeras vidas de turistas inocentes.
Agindo nos Estados Unidos desde 1990, a Rede Vespa agiu incólume até 1998, quando foi desbaratada pelo FBI, mesmo tendo sido descoberta pelo Estado americano em meados de 1995. Dos dez agentes presos em 98, cinco dos agentes que ocupavam a base da hierarquia da equipe fizeram acordos de delação premiada, sendo posteriormente libertados e colocados no Programa de Proteção à Testemunha. Os cinco que lideravam a equipe, e se recusaram a fazer acordos, são eles: Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández e Ramón Labañino. O quinto integrante preso, René González foi condenado a 15 anos de reclusão, mas conseguiu liberdade condicional após a publicação do livro. Os outros prisioneiros continuam reclusos até este presente momento, com penas que variam de 15 anos a prisão perpétua.
O livro-reportagem é muito claro ao desmistificar o mundo da espionagem, principalmente ao mostrar que a vida de James Bond não passa de ficção: os verdadeiros espiões cubanos batalhavam por moedas, fazendo bicos e se submetendo a empregos braçais, mesmo tendo diplomas em universidades conceituadas em Cuba ou em capitais da ex-URSS – diplomas desvalorizados em uma época pós-queda do muro de Berlim. Os espiões tinham de se esforçar para alcançar uma parca renda que lhes permitisse continuar sua vida dupla, visto que entraram nos EUA como exilados e fugitivos do regime comunista de Castro.
Desse disfarce surge também o conflito, visto que vários dos agentes foram obrigados a abandonar esposas e famílias na Ilha, todos fiéis e leais apoiadores do regime revolucionário que lidera o país. Vistos como traidores por aqueles a quem amam, os agentes se infiltraram entre os inimigos no intuito de deixar a todos seguros, tanto suas famílias quando o seu governo.
Para que se tenha uma ideia do tipo de terrorismo praticado por essas várias organizações pretensamente pacíficas, darei alguns exemplos de casos ocorridos: era bastante comum aviões civis (do tipo Cessnas) invadirem o espaço aéreo cubano e, mesmo recebendo avisos de que por lei poderiam ser derrubados, despejarem sobre Havana – a capital cubana – panfletos contra Fidel. Isso ocorreu até o episódio em que dois Cessnas foram de fato derrubados pela força aérea de Cuba. Entretanto este é apenas o mais simples e pacífico exemplo do terror a que submetiam o povo cubano: no intuito de espantar os turistas, exilados se aproximavam das praias em lanchas, se aproveitando da curta distância entre o litoral cubano e a Flórida, e disparavam metralhadoras antiaéreas calibre .50 contra hotéis, fugindo para águas internacionais antes que a guarda costeira pudesse chegar. Não bastando, em mais de cinco oportunidades, mercenários da América Central foram contratados para instalar bombas em hotéis, explodindo fachadas e até mesmo ferindo e matando turistas e empregados. E estes são apenas alguns dos muitos exemplos de ações hostis que tentavam ser evitados.
Um fato que merece muito destaque na história contada por Morais é a posição do governo dos EUA com relação às atividades, bastante conhecidas, ao que parece, das organizações anticastristas que operavam na Flórida. Embora não ostentasse apoio claro às atividades terroristas contra Cuba, o governo americano tampouco se impunha frente às ações dos extremistas contrarrevolucionários. Ao invés disso, perseguiram a processaram os agentes que se infiltraram no país visando assegurar o bem-estar de seu próprio povo e nação. Quando presos, os agentes foram acusados de espionar o governo dos Estados Unidos, o que acabou por não se provar na corte, visto que a intenção do grupo era conhecer as estratégias e planos de ataque de entidades extremistas contra Cuba e não informações secretas do governo americano. Vale destacar aqui que o líder da unidade também foi acusado de planejar para matar cidadãos americanos, neste caso os pilotos mortos quando os dois Cessnas foram abatidos em espaço aéreo cubano. Nada foi provado no tribunal, mas é interessante analisar a lógica por trás disso: o agente infiltrado é acusado da morte de quatro pilotos que invadiram espaço aéreo, foram avisados, ignoraram avisos e foram abatidos. Não sei a vocês, mas não me parece ter muito sentido.
Em nenhum momento é segredo a oposição do governo americano ao regime dos irmãos Castro. Embora desde o fim da Guerra Fria – quando Cuba começou a receber apoio da URSS – esse conflito de interesses tenha existido, de forma velada ou não a depender de quem se sentava no Salão Oval da Casa Branca, e isso pode ser notado nas políticas de imigração estabelecida entre os países, a falta de ação da Casa Branca com relação à invasão do espaço aéreo cubano por aeronaves que partiam de Miami, ostentando a bandeira norte-americana na fuselagem foi o que definiu a postura do DSE e a decisão de infiltração em território americano. A posição impassível e quase acolhedora para com as organizações terroristas anticastristas na Flórida foi o ponto sem retorno que levou à queda dos agentes da inteligência cubana.
Embora tenham sido presos e condenados, ficou claro ao final das páginas de Morais que a posição dos agentes era única e, da mesma forma, imprescindível para o bem nacional. Sem sombras de dúvida os resultados obtidos por seu trabalho, as vidas salvas, o sucesso conquistado para Havana valeram o preço de sua liberdade. Foram pegos, é verdade, mas o trabalho foi feito. E, muito bem feito, diga-se de passagem. Por coincidência a informação chegou à mídia e daí, para o mundo. Palmas para estes homens que tanto lutaram por seus ideais e pelo seu povo. E palmas para todos os outros homens e mulheres que fizeram e fazem o mesmo sem que o reconhecimento devido lhes seja demonstrado. São verdadeiros heróis: heróis sem nomes e sem rostos.
domingo, 15 de julho de 2012
Alguns dias
O que você fez no dia 15 de julho deste ano? Quem você encontrou? Você acha que as suas ações ou as pessoas que viu neste irão mudar a sua vida de alguma forma? Nunca pensou nisso? Bem, então você deveria mesmo ler o livro Um Dia, escrito pelo roteirista e escritor britânico David Nicolls. Publicado pela primeira vez em 2009 (na Inglaterra), Um Dia conta a história de Dexter e Emma, um casal que passa uma noite juntos após se embebedarem na formatura em 1988. A história acompanha ambos os personagens nos 20 anos seguinte, sempre no dia 15 de julho e como aquele primeiro dia influenciou suas vidas.
É interessante notar as personagens tentando manter relações cordiais mesmo quando não se veem há meses ou mesmo mais tempo do que isso. É bastante verossímil a forma como ambos tentam manter a amizade em um tempo sem internet ou celulares e as dificuldades que derivam desse contato contínuo por cartas e cartões postais.
David Nicolls escreve bem sobre a humanidade. Sabe aprofundar na mente das personagens, mostrando-nos o típico garotão popular, que nunca precisou se esforçar para alcançar seus objetivos, apenas por ser carismático e ter uma boa aparência. E vemos que essas características só o ajudam a chegar até certo ponto na vida. Vemos que mesmo que Dex pareça não se importar, ele se importa e por isso recorre constantemente às drogas e ao álcool, fugindo da realidade que o torna humano. Já Emma é a típica garota que se considera intelectual e politizada e que almeja grandes objetivos e sonhos. Sempre se opondo a alguma coisa, desde guerras ao apartheid, notamos que Em está tão sem direção quanto qualquer um. Tem tantos sonhos que não sabe a qual deles se dedicar e qual objetivo deve perseguir. Novamente, sua humanidade é marcante como uma das principais características da obra.
Com capítulos descrevendo a situação de "Dex e Em, Em e Dex" em cada 15 de julho desde 1988 até 2007, Um Dia mostra bem claramente o quão complexas são as relações humanas. Vemos o interesse das personagens pelo outro crescerem com o passar dos anos, evoluindo de um caso de uma noite, para um interesse romântico utópico, para uma grande amizade (com direitos a confissões amorosas e semi-pornográficas por parte de Dexter), para um distanciamento e esfriamento da amizade, para uma re-aproximação, para enfim, um namoro-noivado-casamento.
À medida que os anos passam, passamos a conhecer Dex e Em profundamente, gostando dela e sentindo certa vergonha dele, mas de qualquer forma, encarando a riqueza com que Nicholls aprofunda a maturidade em suas vidas. Por fim, chegamos a um ponto em que sabemos que algo vai dar errado e, para falar a verdade, não é nenhum surpresa quando de fato a tragédia acontece.
O dia é 15 de julho. Férias, tanto aqui no Brasil quanto na Inglaterra. E esse é um típico livro de férias. Tranquilo, leve e rápido, depois que se consegue engrenar a segunda marcha. Não leva a grandes reflexões, de fato, mas diverte pela simplicidade e pelo lado humano. Uma leve distração para uma época de calmaria. Um livro para ser lido, apreciado e esquecido: algo que não dura mais do que alguns dias.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Decepção Bíblica
Após a Terceira Guerra Mundial matar milhões e milhões de pessoas e levar países inteiros à completa destruição, há um consenso mundial para evitar que tais acontecimentos se repitam: todas as religiões são banidas por suas visões extremistas que acabam por levar a conflitos religiosos. Esse é o plot que origina o livro O Agente de Jerry Jenkins. Muito interessante, hein? O personagem principal deste romance pós-apocalíptico e futurista é o agente Paul Stepola. Um agente que trabalha para a ONP - Organização Nacional da Paz, uma mistura de FBI com CIA -, trabalhando na repressão de extremistas religiosos que atuam como terroristas em um país chamado Sete Estados Unidos da América. Parece um enredo bom, não é? Pois eu concordava, até ler, de fato, o livro.
Para quem gosta de romances de aventura futuristas, este livro promete e eu mesmo estava bastante empolgado com ele. Ledo engano. No decorrer da história, Paul Stepola é transferido para uma força-tarefa liderada por seu sogro (que não gosta nada dele) e acaba tendo de se infiltrar em algumas destas células terroristas religiosas que atuam pelo país, ameaçando a paz e prosperidade oferecida pela falta de religião. Acontece que os atentados terroristas que Paul testemunha acabam despertando nele uma estranha curiosidade obsessiva pelo cristianismo. Não demora muito e acaba por se envolver com fiéis, se interessando por uma delas (apesar de ser casado) e fazendo um grande amigo, bastante religioso.
Comecei a me preocupar quando vi, meio que por acidente, que a editora que publicou a obra no Brasil se chama Editora Mundo Cristão. Até aí tudo bem, a história estava levemente interessante, mas me despertou certo receio. Isso porque comecei a notar pequenos detalhes que forçavam religião em praticamente toda e qualquer situação. Não tenho nada contra religiões e pessoas religiosas, só não gosto que tentem me fazer engolir suas práticas e costumes como se fosse minha obrigação. Dito isso, continuei a ler o livro, ignorando a má percepção que me causou a descoberta da editora. Pra ser sincero, a impressão que tive foi que era um livro feito para forçar a religiosidade à vida das pessoas, mas continuei lendo por uma questão de princípios: não queria abandonar um livro por um preconceito automático como esse (mais tarde notei que era um pouco mais do que apenas um preconceito).
Mas comentários à parte, prossigamos com a história do livro: Paul descobre várias situações que parecem ser atentados terroristas, embora os religiosos afirmem que são milagres. Até que, por fim, descobrimos a verdade: são mesmo milagres! Paul acaba se tornando um religioso devoto, completamente crente nos poderes de Deus e aqueles que não acreditam são punidos ao final da história.
Agora, não sei vocês, mas esse não era o final que eu esperava. Por ser o primeiro livro de uma trilogia, esperava a construção básica de uma conspiração futurista que apenas culpava os extremistas religiosos (ou talvez eles mesmo atuassem na conspiração), mas para todos os efeitos, atentados terroristas e pessoas atuando e não poderes divinos. Triste. Pareceu-me, ao fim, que eu fui tolo de esperar algo a mais. O autor dá dicas o tempo inteiro de um plano superior agindo por trás das cortinas, eu é que não quis ver. Só achava a história boa original o suficiente para se manter sem precisar de óbvias esculhambações e tão forçoso final. Porque, digam-me vocês, jogar a culpa de tudo em Deus é ou não é fácil demais? Não precisa de explicação, não precisa de base, não precisa de nada. É o que é, e ponto final.
Admito que esperava muito mais. O livro não é de todo ruim, claro. Jerry Jenkins escreveu outra série de sucesso (Deixados para trás), que por algum motivo me inspira a mesma confiança que senti ao descobrir sobre a editora cristã. Não me entendam mal, não julgo a editora ou nada assim, apenas achei que o livro ganhou um ar de panfleto religioso. Perdeu todo o brilho da escrita envolvente e rápida e ganhando ares de panfletagem para me convencer a ir mais à igreja. Não sei se esse era o objetivo, mas foi o que senti. Uma pena, pois a história tinha tudo para ser incrível e não apenas uma decepção de nível bíblico.
sábado, 12 de maio de 2012
O Hulk e seus amigos
D irigido pelo renomado Joss Whedon – indicado ao Oscar pelo roteiro de Toy Story em 1996 -, o filme Os Vingadores (The Avengers, EUA, 2012), atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, quebrou inúmeros recordes de público em seu final de semana de estreia, alcançando U$ 207,4 milhões apenas nos Estados Unidos e Canadá. No Brasil, arrecadou R$ 21,7 milhões nos primeiros três dias, tornando-se a estreia mais rentável da história do cinema brasileiro. Em outras palavras, a megaprodução com orçamento estimado em torno dos U$ 220 milhões se pagou com sua arrecadação mundial de estreia.
O longa-metragem que reúne grandes heróis da Marvel em um único filme cumpre aquilo à que se propõe: fazer o público se divertir. Mas há problemas. Quando se juntam grandes nomes do cinema contemporâneo em um único roteiro, obviamente tem que se dar mais atenção a uns do que a outros. Isso é esperado e não surpreende. No entanto, o espectador pode ter a impressão de que a atenção é forçada para o chamativo personagem de Tony Stark / Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) que se destaca por suas piadas prontas e insistência em ser o principal. Isso se torna um incômodo a partir do momento que outros personagens tão interessantes quanto ele, ou mais, ganham menos espaço, como o Incrível Hulk (o ótimo Mark Ruffalo) ou o Capitão América (Chris Evans). O restante do grupo é formado por Thor (Chris Hemsworth), pela Viúva Negra (Scarlett Johansson), e pelo Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), liderados pelo chefe da S.H.I.E.L.D., Nick Fury (Samuel L. Jackson) e sua assistente, a agente Maria Hill (Cobie Smulders). O grupo é reunido quando a ameaça de uma invasão alienígena é descoberta, orquestrada pelo já conhecido vilão Loki (o excepcional Tom Hiddleston), irmão de Thor.
O grupo se reúne para evitar que Loki e seu exército extraterrestre dominem Nova York e, posteriormente, o planeta inteiro. É claro que reunir grandes heróis solitários para trabalhar em conjunto não é fácil e daí surgem os atritos (e piadas) que tanto divertem o público. Downey Jr. cansa com suas palavras e frases de efeito em toda e qualquer situação. Em compensação, Tom Hiddleston se mostra excelente como Loki, o vilão de Asgard, com um sorriso que irrita e arrepia ao mesmo tempo. Sua atuação se destaca em meio a um roteiro cheio de astros e estrelas.
Outro que obrigatoriamente deve ser citado é Mark Ruffalo como o Hulk. O fato é que, de todos os atores consagrados que participam da megaprodução, Ruffalo é o único que nunca viveu aquele personagem antes. E surpreende muito com uma atuação magnífica que mistura emoção e comedida comédia, levando o Hulk ao patamar de grande estrela do filme, tanto quando está verde e grande e quando está normal. De fato, quando muda para o gigante e interage com os outros personagens é que o público explode em gargalhadas.
O longa-metragem de 142 minutos recebeu investimento pesado em termos de efeitos especiais e não decepciona. Explosões e destruição de encher os olhos. Tiros que não acabam mais. E claro, o Hulk destruindo tudo e todos que entram em seu caminho. O exército alienígena de Loki também impressiona, com suas serpentes gigantescas e planadores.
O filme é ótimo enquanto passatempo e vale o preço do ingresso. É inevitável sair do cinema mais leve de tanto rir. E é impossível não perceber a ponta solta que deixa um gancho para uma continuação. E haverá uma segunda aventura, sem dúvida. Só resta saber se será tão divertida quanto esta primeira.
"Os Vingadores". Título original: "The Avengers". Ano: 2012. Nacionalidade: EUA. Diretor: Joss Whedon. Roteiro de: Joss Whedon, Zak Penn, Stan Lee, Jack Kirby. Produzido por: Victoria Alonso, Stan Lee, Avi Arad, Alan Fine. Estrelando: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, com Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgärd, Samul L. Jackson e Gwyneth Paltrow. Música de: Alan Silvestri. Duração: 143 min. Resenha escrita por: Guilherme R. Aleixo. Nota: 8,0/10.
Marcadores:
Chris Evans,
Chris Hemsworth,
filme,
heróis,
Homen de Ferro,
Hulk,
Joss Whedon,
Mark Ruffalo,
resenha,
Robert Downey Jr.,
Samuel L. Jackson,
Scarlett Johansson,
Thor,
Tom Hiddleston,
Tony Stark,
Vingadores
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Fogo, fogo, FOGO!

O filho pródigo retorna... Érrr, ou não... Ok, vamos pular o blá blá blá e ir direto a esta resenha que venho procrastinando há tempos.
O filme é Jogos Vorazes (The Hunger Games, EUA, 2012) que estreou já tem um tempinho nos cinemas brasileiros. E aí você, caro leitor, me pergunta, e o que tem a ver este título imbecil com o filme? E eu calmamente responderei que muito. O fogo tem tudo a ver com o visual deste filme e, aparentemente, com com a história do próximo (que vai se chamar Catching Fire, ou Pegando Fogo em bom português). Mas acho que quem não conhece a história está boiando, certo? Vamos a um resuminho básico da história então: a história começa com Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), uma jovem de 16 anos que mora no Distrito 12 de uma república chamada Panem (que é a junção dos países da América do Norte) em um futuro bastante conturbado. Os poderosos que governam da Capital, para reprimir as revoltas que estavam surgindo, exterminaram o Distrito 13 e, na tentativa de suprimir qualquer possível nova rebelião, obrigam todos os 12 distritos restantes a oferecerem dois jovens - um garoto e uma garota -, de 12 a 18 anos, como tributos para lutarem até a morte em um reality show transmitido para todo o país. O objetivo é que apenas um sobreviva para alcançar fama e riqueza e aumentar o status de seu distrito. Ao mesmo tempo em que o distrito vencedor ganha um pouco mais de verba da Capital, impede uma união dos distritos em uma revolta contra o governo. Voltando, Katniss tem uma irmãzinha que acaba de completar 12 anos, chamada Primrose (Willow Shields). É a primeira vez que a menina vai participar do sorteio e adivinhem... Ela é sorteada, o que leva a irmã mais velha a se oferecer como tributo no lugar da mais nova. Junto de Katniss, o rapaz Peeta Mellark (Josh Hutcherson) é selecionado para participar da competição. A história é basicamente essa. Os dois viajam para a Capital para conhecer os outros concorrentes e depois ir para a arena onde acontecerá o evento. Claro que estou resumindo bastante. Ah sim, o Distrito 12 é especializado em minas de carvão, daí o fogo a que me referi - inclusive Katniss fica conhecida com a Garota em Chamas devido a sua apresentação ao público. Mais detalhes no filme.
Pra falar a verdade, assim que saí do cinema, senti uma vontade tão grande que acabei comprando o livro que deu origem à história. O título é o mesmo, Jogos Vorazes, escrito por Suzanne Collins. E devo dizer: este é o filme mais fiel ao livro que já vi em toda a minha vida!
Óbvio que é adaptado, mas as partes importantes estão todas lá, todas mesmo. A única diferença realmente grande do filme para o livro é que o livro é inteiramente narrado em primeira pessoa, isto é, do ponto de vista da própria Katniss. No filme isso não acontece, mas isso não afeta em nada a fidelidade livro/filme que o tornou um dos meus longas favoritos até agora, neste ano.
Vale ressaltar também, que não creio que o filme ficaria tão bom quanto ficou, não fosse a atuação magnífica de Jennifer Lawrence como a personagem principal. Eu e Roberto, outro co-autor deste blog, entramos em consenso de que sem ela, o filme não seria a metade do que é. Ela é linda e extremamente talentosa, passando intenções e sentimentos de uma forma impressionante. Há outros atores muito bons também: Stanley Tucci está incrível como o apresentador dos jogos e de um programa de auditório (o cabelo dele está hilariante), Josh Hutcherson cumpre seu papel relativamente bem, e apesar de ele ter aparecido pouquíssimo durante o filme, adorei a presença do Liam Hemsworth (como Gale, o melhor amigo de Katniss) e de Toby Jones, magnífico como sempre.
Creio que quem viu sabe do que estou falando. A história é empolgante, apesar de não ter grandes novidades. Mas é bem contada, e diverte muito. O elenco é bom, assim como o visual futurista de Panem. As diferenças entre os distritos elitistas e os outros é perfeitamente balanceada, como em uma sociedade real. Meio chocante, até... Mais convincente, impossível. Só resta agora, esperar pela continuação, prevista para 2013. Até lá, mal posso esperar por mais histórias da Garota em Chamas.
"Jogos Vorazes". Título original: "The Hunger Games". Ano: 2012. Nacionalidade: EUA. Diretor: Gary Ross. Roteiro de: Gary Ross, Suzanne Collins, Billy Ray. Produzido por: Diana Alvarez, Robin Bissel, Suzanne Collins, Chantal Feghali. Estrelando: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Wes Bentley, Willow Shields, Woody Harrelson, com Lenny Kravitz, Donald Sutherland e Stanley Tucci. Música de: James Newton Howard, T-Bone Burnett. Duração: 142 min. Resenha escrita por: Guilherme R. Aleixo. Nota: 8,5/10.
O filme é Jogos Vorazes (The Hunger Games, EUA, 2012) que estreou já tem um tempinho nos cinemas brasileiros. E aí você, caro leitor, me pergunta, e o que tem a ver este título imbecil com o filme? E eu calmamente responderei que muito. O fogo tem tudo a ver com o visual deste filme e, aparentemente, com com a história do próximo (que vai se chamar Catching Fire, ou Pegando Fogo em bom português). Mas acho que quem não conhece a história está boiando, certo? Vamos a um resuminho básico da história então: a história começa com Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), uma jovem de 16 anos que mora no Distrito 12 de uma república chamada Panem (que é a junção dos países da América do Norte) em um futuro bastante conturbado. Os poderosos que governam da Capital, para reprimir as revoltas que estavam surgindo, exterminaram o Distrito 13 e, na tentativa de suprimir qualquer possível nova rebelião, obrigam todos os 12 distritos restantes a oferecerem dois jovens - um garoto e uma garota -, de 12 a 18 anos, como tributos para lutarem até a morte em um reality show transmitido para todo o país. O objetivo é que apenas um sobreviva para alcançar fama e riqueza e aumentar o status de seu distrito. Ao mesmo tempo em que o distrito vencedor ganha um pouco mais de verba da Capital, impede uma união dos distritos em uma revolta contra o governo. Voltando, Katniss tem uma irmãzinha que acaba de completar 12 anos, chamada Primrose (Willow Shields). É a primeira vez que a menina vai participar do sorteio e adivinhem... Ela é sorteada, o que leva a irmã mais velha a se oferecer como tributo no lugar da mais nova. Junto de Katniss, o rapaz Peeta Mellark (Josh Hutcherson) é selecionado para participar da competição. A história é basicamente essa. Os dois viajam para a Capital para conhecer os outros concorrentes e depois ir para a arena onde acontecerá o evento. Claro que estou resumindo bastante. Ah sim, o Distrito 12 é especializado em minas de carvão, daí o fogo a que me referi - inclusive Katniss fica conhecida com a Garota em Chamas devido a sua apresentação ao público. Mais detalhes no filme.
Pra falar a verdade, assim que saí do cinema, senti uma vontade tão grande que acabei comprando o livro que deu origem à história. O título é o mesmo, Jogos Vorazes, escrito por Suzanne Collins. E devo dizer: este é o filme mais fiel ao livro que já vi em toda a minha vida!
Óbvio que é adaptado, mas as partes importantes estão todas lá, todas mesmo. A única diferença realmente grande do filme para o livro é que o livro é inteiramente narrado em primeira pessoa, isto é, do ponto de vista da própria Katniss. No filme isso não acontece, mas isso não afeta em nada a fidelidade livro/filme que o tornou um dos meus longas favoritos até agora, neste ano.
Vale ressaltar também, que não creio que o filme ficaria tão bom quanto ficou, não fosse a atuação magnífica de Jennifer Lawrence como a personagem principal. Eu e Roberto, outro co-autor deste blog, entramos em consenso de que sem ela, o filme não seria a metade do que é. Ela é linda e extremamente talentosa, passando intenções e sentimentos de uma forma impressionante. Há outros atores muito bons também: Stanley Tucci está incrível como o apresentador dos jogos e de um programa de auditório (o cabelo dele está hilariante), Josh Hutcherson cumpre seu papel relativamente bem, e apesar de ele ter aparecido pouquíssimo durante o filme, adorei a presença do Liam Hemsworth (como Gale, o melhor amigo de Katniss) e de Toby Jones, magnífico como sempre.
Creio que quem viu sabe do que estou falando. A história é empolgante, apesar de não ter grandes novidades. Mas é bem contada, e diverte muito. O elenco é bom, assim como o visual futurista de Panem. As diferenças entre os distritos elitistas e os outros é perfeitamente balanceada, como em uma sociedade real. Meio chocante, até... Mais convincente, impossível. Só resta agora, esperar pela continuação, prevista para 2013. Até lá, mal posso esperar por mais histórias da Garota em Chamas.
"Jogos Vorazes". Título original: "The Hunger Games". Ano: 2012. Nacionalidade: EUA. Diretor: Gary Ross. Roteiro de: Gary Ross, Suzanne Collins, Billy Ray. Produzido por: Diana Alvarez, Robin Bissel, Suzanne Collins, Chantal Feghali. Estrelando: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Wes Bentley, Willow Shields, Woody Harrelson, com Lenny Kravitz, Donald Sutherland e Stanley Tucci. Música de: James Newton Howard, T-Bone Burnett. Duração: 142 min. Resenha escrita por: Guilherme R. Aleixo. Nota: 8,5/10.
Marcadores:
Filmes,
james newton howard,
Jennifer Lawrence,
Jogos Vorazes,
Josh Hutcherson,
livro,
resenha,
Stanley Tucci,
Suzanne Collins,
The Hunger Games
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Eu sou... um page turner!

Para aqueles que não conhecem o termo, page turner é uma expressão em inglês que significa literalmente um "virador de páginas" (não há tradução exata e literal no português), mas o que significa mesmo é que é um livro viciante. Todo mundo já leu um desses. São livros que não conseguimos largar até terminar, não importa que tenhamos que dormir menos, perder aquele filme super legal ou o almoço com a família. Entretanto, ser um page turner não é sinônimo de ser bom e nem ruim. Só significa que o autor soube convencer e prender o leitor. E cá entre nós, isso é um baita bom começo.
O livro Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, em inglês) é um thriller de ficção científica que conta a história de como nove lorienos vieram parar na Terra, depois que Lorien foi invadido e destruído. O planeta Lorien era extremamente rico e pacífico, com uma diversidade natural extremamente abundante. Acreditavam que sua sabedoria e inteligência, junto com os poderes que alguns membros da população possuíam (poderes esses chamados de Legados) os manteria à salvo. Estavam errados. O resultado disso é a destruição completa do planeta pelos mogadorianos (o povo guerreiro e cruel do planeta Mogadore), que invadiram e quase exterminaram os lorienos em sua necessidade por sobrevivência, já que extraíram tudo o que podiam de sua própria terra e seu planeta natal está morrendo. Digo quase exterminaram os lorienos porque nove crianças conseguem fugir para a Terra com seus guardiães - as crianças são Gardes, que, em Lorien, eram as pessoas especiais na população capazes de desenvolver certos poderes; e seus guardiães são Cepans, pessoas comuns responsáveis por instruir e cuidar das crianças na Terra até que desenvolvam seus Legados e possam batalhar com os Mogadorianos. Em Lorien, os Cepans eram responsáveis por administrar o planeta enquanto os Gardes, por defendê-lo. Ao fugir do planeta, um Ancião lança um feitiço de proteção contra as crianças: elas ganham números e só podem ser mortas naquela ordem. Se alguém tentar fazer mal contra o número Seis enquanto o Quatro e Cinco estão vivos, o mal se volta contra o agressor. E esse é o resumo da história com que se inicia o livro.
A cena de ação inicial mostra a captura e morte do número Três. Ele tenta fugir, mas quase não tem chance. E é nesse ponto que nossa história começa com o número Quatro sentindo a marca que avisa que o Três está morto. Ele é o próximo. Quatro muda seu nome para John Smith (para quem não conhece muito a cultura norte-americana, John é o mais comum nome americano, assim como Smith é o mais comum sobrenome - em português seria como João Silva, mais comum impossível) e se muda com Henri, seu Cepan, para uma cidade chamada Paradise, no meio do nada de Ohio. Enquanto esperam os primeiros Legados de John surgirem, ele e Henri tentam chamar o minimo de atenção na cidadezinha de interior. Isso, é claro, até John se apaixonar pela adorável Sarah Hart e arranjar confusão com o ex-namorado da garota, o atleta metido chamado Mark James. Ao mesmo tempo em que seu interesse pela garota se prova mútuo, John acaba fazendo amizade com Sam Goode, um garoto obcecado por alienígenas. Tudo isso enquanto o perigo do Mogadorianos se aproxima cada vez mais.
À medida que a história se desenvolve, John e Henri percebem que é cada vez mais perigoso continuar na cidade, mas John insiste em ficar graças ao seu primeiro amigo (Sam) e sua grande paixão (Sarah). É inevitável que algo dê errado e, quando John finalmente é exposto como algo mais do que apenas um humano, a situação explode numa batalha final alucinante contra um exército de invasores alienígenas.
O livro se inicia de forma meio lenta, admito. Não achei que fosse gostar tanto, à princípio. Mas depois dos primeiros dois ou três capítulos (10 páginas, se tudo isso), eu já tinha mergulhado na história, alheio a todo o resto ao meu redor. Não vou dizer que o livro é perfeito. Não é. Há situações que me lembraram estranhamente a superficialidade que vi em muitos momentos da Saga Crepúsculo. Os autores, que escreveram sob o pseudônimo de Pittacus Lore, poderiam ter explorado de forma muito mais aprofundada a relação de pai e filho entre John e Henri. A Aparição de Seis foi boa e com bantante destaque, dando um choque de supresa. Ponto positivo. Mas as relações entre John e Sarah, John e Sam e John e Mark podiam ser bem mais profundas. mas isso é apenas um detalhe num livro mais do que muito bom. Vale a pena e muito. Se falar que, se você for como eu, vai viciar no livro para só largar ao final e isso, com gostinho de quero mais.
O livro se inicia de forma meio lenta, admito. Não achei que fosse gostar tanto, à princípio. Mas depois dos primeiros dois ou três capítulos (10 páginas, se tudo isso), eu já tinha mergulhado na história, alheio a todo o resto ao meu redor. Não vou dizer que o livro é perfeito. Não é. Há situações que me lembraram estranhamente a superficialidade que vi em muitos momentos da Saga Crepúsculo. Os autores, que escreveram sob o pseudônimo de Pittacus Lore, poderiam ter explorado de forma muito mais aprofundada a relação de pai e filho entre John e Henri. A Aparição de Seis foi boa e com bantante destaque, dando um choque de supresa. Ponto positivo. Mas as relações entre John e Sarah, John e Sam e John e Mark podiam ser bem mais profundas. mas isso é apenas um detalhe num livro mais do que muito bom. Vale a pena e muito. Se falar que, se você for como eu, vai viciar no livro para só largar ao final e isso, com gostinho de quero mais.
Assinar:
Postagens (Atom)




